Amy Carmichael

Você pode dar sem amar, mas não pode amar sem dar

Amy Carmichael nasceu numa pequena vila na Irlanda do Norte. Era a mais velha dos sete filhos de David e Catherine Carmichael, um casal de presbiterianos devotos.

Era uma candidata improvável para o trabalho missionário, pois sofria de neuralgia, uma doença dos nervos que lhe tornava o corpo fraco, dorido e que a deixava de cama semanas a fio.

Foi na convenção de Keswick em 1887 que ouviu Hudson Taylor falar acerca da vida missionária. Pouco depois convenceu-se do seu chamamento.

Segundo um relato biográfico dos seus primeiros anos de vida, Amy desejava ter olhos azuis em vez de castanhos. Ela pedia a Deus que lhe mudasse a cor dos olhos e ficava desapontada por isso nunca acontecer. Contudo, em adulta, Amy compreendeu que, como os indianos têm os olhos castanhos, ela iria ser aceite mais facilmente do que se tivesse olhos azuis e aceitou isto como um sinal de Deus

Inicialmente Amy viajou para o Japão durante 15 meses, mas mais tarde, descobriu que a vocação da sua vida estava na Índia. Ela foi comissionada pela “Missão Zenana da Igreja de Inglaterra”.

Muito do seu trabalho foi com jovens moças, algumas das quais foram salvas da prostituição forçada. 

A organização por ela fundada era conhecida por

“Dohnavur Fellowship”

Dohnavur fica situada em Tamil Nadu, a sul da Índia. A “Fellowship” iria tornar-se um santuário para mais de mil crianças que de outra forma teriam de enfrentar um futuro incerto.

Segundo artigo da seção “Histórias que fizeram história” traz ao leitor a surpreendente biografia de Amy Charmichael (1867-1951). 

Nascida na norte da Irlanda, Amy era missionária na Índia há seis anos quando descobriu o sistema de prostituição cultual, até então, permitido no país. Com fé e muita coragem, ela fez da sua missão sequestrar meninas que eram vendidas aos templos hindus e transformadas em prostitutas cultuais. 

Leia um trecho de

como a história de Amy começou:

“Por favor me ajude! Não me mande de volta para o templo”

 gritou Peena, agarrando o pescoço da missionária. A data era 6 de março de 1901, e o local era Pannaivillai, uma vila do estado de Tamil Nadu, perto da ponta meridional da península indiana. Os gritos eram de uma criança de apenas 7 anos que acabara de fugir de um templo hindu, onde  era mantida em escravidão, ao lado de muitas outras, sendo preparada para “casar-se” com os deuses – ou, em outras palavras, tornar-se uma prostituta cultual.

Preena (ou “olhos de pérola”) já tinha uma história. Vendida ao templo pela própria mãe, tentara fugir duas vezes. Com apenas 5 anos, conseguiu percorrer mais de 30 km sozinha e voltar para a família. A guardiã do templo chegou logo atrás, e a mãe, com medo de incitar a ira dos deuses, desprendeu à força os braços da filha que a agarravam desesperadamente e a devolveu a sua carrasca. Depois da segunda fuga, Preena teve as duas mãos marcadas por um ferro incandescente.

Amy Charmichael, uma missionária irlandesa que chegara à Índia havia seis anos, estava apenas de passagem naquela aldeia. Seu encontro com essa menina fugitiva mudou o rumo da sua vida para sempre…

Num esforço para respeitar aquela cultura asiática, membros da organização usavam trajes indianos e as crianças foram-lhes dados nomes nativos. Ela própria vestia-se dessa forma, pintava a pele com café e frequentemente viajava longas distâncias nas quentes e poeirentas estradas Índia só para salvar uma criança.

O trabalho de Amy Carmichael também se estendeu à imprensa. Ela foi uma escritora prolífera com 35 livros publicados. O mais conhecido é talvez um dos primeiros relatos históricos sobre a missão na Índia publicado em 1903.

Em 1931, Amy ficou gravemente ferida numa queda que a deixou de cama até morrer.Amy Carmichael morreu na Índia em 1951 com 83 anos de idade. Ela pediu para não porém nenhuma pedra tumular na sua campa; em vez disso as crianças que ela tanto amava puseram algo com a inscrição “Amma”, que significa mãe em Tamil, um dialeto indiano.

Enquanto servia na Índia Amy recebeu uma carta de uma jovem que queria ser missionária e que perguntava como era exercer essa função. Amy respondeu

“A vida missionária é simplesmente uma forma de morrer” 


 

 

%d blogueiros gostam disto: